Respeito

RESPEITO


Neste período de campanha eleitoral, é interessante registrar e praticar o respeito às pessoas e às instituições.

Pode parecer inútil, a uma população que consome informação falsa, infundada e, não podemos afirmar inúteis  - porque cumprem a finalidade de confundir e tumultuar, e até, de formar opiniões falsas.

JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712 - 1778), na obra 'O Contrato Social', publicada em 1762, um dos livros mais importantes da filosofia ocidental: em uma época de desigualdade política, o direito do governo era governar de acordo com o "consenso dos governados". 

Com suas idéias radicais a respeito dos direitos do homem e da soberania do povo são frequentemente reconhecidas como a base fundamental dos direitos humanos e dos princípios democráticos.

Lembremos que os governantes se sucedem (para o melhor e para o pior), mas nossos vínculos afetivos e familiares devem permanecer consistentes. Não faz sentido que pessoas queridas se desrespeitem, rompam laços ou sejam desrespeitadas por escolhas e convicções políticas.

Resta sugerir que cada um escolha seus candidatos conscientemente.

Não fique perturbando a vida alheia, impingindo-os às pessoas do seu relacionamento, através de notícias (falsas ou ainda, da sua escolha). Isso é deselegante, desrespeitoso e, se você conhece bem as pessoas à sua volta, não é essa sua propaganda que vai fazê-las mudar de escolha. 

O Fundo Eleitoral dos partidos já está gastando quase R$ 6 bilhões (de dinheiro público) para fazer o que alguns fazem de graça e só conseguem ser chatos.

Pessoas educadas ficam com seu voto e deixam as outras fazerem o mesmo.

Luiz Carlos Moreno


 

II - Mais uma reflexão para o período eleitoral

JOHN STUART MILL (1806 - 1873) publicou o livro Utilitarismo em 1861, no qual explica que a maioria das boas ações não é em benefício do mundo, mas dos indivíduos que formam o mundo. Essa utilidade particular é o que a maioria das pessoas consegue alcançar, sendo raro que alguém tenha a força de ser um benfeitor público.
Esse pensamento nos provoca refletir intensa e profundamente sobre os candidatos* e não sobre seus discursos (que via de regra, são sempre os mesmos).
"Loucos pelo poder e protegidos por uma memória curta, essa corja brilha igualmente na arte das máscaras". MICHEL ONFRAY (1959 - ) Filósofo francês

(*) Dicionário EtimológicoÉ uma palavra que, desgastada pelo uso, traz em si uma verdade que vale a pena recuperar. Vem do latim candidatus, isto é, vestido de branco (candidus). vem de cândido (= sem mancha), porque os candidatos tinham que apresentar uma vida imaculada. Na antiguidade, aquele que disputava um cargo público e precisava angariar votos vestia-se de branco para simbolizar sua pureza. É lógico, portanto, que exijamos de um candidato ou candidata que a sua vida, e não apenas as suas roupas, estejam limpas!

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